Autor: rita ralha

  • Lamúrias sempre

    No domingo, fui por acidente a uma aula de 75m de spinning. Aos 55m pensei “é o meu fim”. Aos 65m, tudo à minha volta parecia enevoado (fruto do meu cérebro derretido e das cataratas do niagára que eram a minha cara).

    Ontem, fui a uma aula de FTC (algo semelhante a bootcamp).

    Hoje, sentadinha à esquerda de deus todo o poderoso (parece que o tipo da direita já cá estava), escrevo-vos do céu. Os meus gémeos, glúteos, biceps e todos os outros músculos que não sei enumerar são agora feitos de uma matéria que, certamente, Darwin classificaria como interior de molúsculo.

    Como sempre, Hellmes P., és o meu fim.

  • Há males que vêm por bem

    Kit kat de menta,

    Louvado seja deus por seres uma edição temporária.

    Fielmente tuas,
    Coxas da rita

  • Primeira vez

    Há dias, peguei num bebé pela primeira vez. De braços afastados do corpo e criança em riste, vivi um breve momento de pânico. Depois, racionalmente, optei por usar a mesma técnica que uso para pegar nos meus toy dogs. Ele deixou e acomodou-se, mas optou por ter a cara virada para o lado durante todo o processo, excepto no momento em que empurrou a minha cara com a sua mini-mão.
    Acho que correu bem.
  • Everybody cais

    Há dias, caí na rua. Não caía desde os 19 anos (à porta da faculdade, em frente à Professora de Cristianismo e Cultura – foi deus que me empurrou, claramente, por eu na altura ter escrito num trabalho que não me questionava acerca das dúvidas supostamente sentidas por toda a humanidade – quem sou eu/porque estamos aqui?).
    Desta vez caí e, para compensar os 7 anos sem quedas, foi em força: à porta do vasco da gama, em plena luz solar, num sábado chuvoso e, naturalmente, em câmara lenta. Não bastasse a humilhação da impotência física de sentir as pernas ceder, os joelhos aproximarem-se do chão e as mãos sem nada para agarrar, tive também de bater com a cabeça num semáforo. Estou certa de que isto é inédito em toda a história de quedas em frente ao vasco da gama e isso de certa forma faz-me sentir especial.
  • Se eu fosse um objeto, o meu slogan seria Transparente maistransparente não há.

    Hoje o dear chiclete é bebé. Faz sete anos.

    Quem me conhece, reve-me for shizzle em todas estas palavras e isso é o que me traz mais alegria. É bom saber que há sempre um sítio onde nada é demasiado mau para se dizer.

    Quero prometer um 8o ano mais recheadinho e vou fazê-lo.

    Sem vocês eu era apenas uma parva a escrever idiotices para mim própria, assim sei que sou uma parva a escrever idiotices para outros parvos.

    (Arrojamento #1 do ano: ofender o meu target, will it work? Mmm…)

    Até breve-eve-eve-eve
    (Gosto de me despedir com eco, quando os temas são mais sérios)

  • "Às vezes finjo que sou economista"

    Borranço de medo destes impostos e da sua impotência, é apenas o que me ocorre pensar.
  • O Natal é quando o homem quiser

    Como penitência pelo baixíssimo nível de publicação de posts, autoflagelo-me com a revelação de uma das músicas que aos 11 anos me dava toda a vontade de viver e alimentava desejos pessoais na onda de partir em digressão no autocarro das Spice Girls.

    Convenientemente, chama-se Believe.