Autor: rita ralha

  • Digno de menção

    A quantidade impressionante de telemóveis que duas pessoas em erasmus conseguem reunir. Crise? Por onde andas?
    A quantidade de vezes que eu digo sacana do pombo!, quando, durante as minhas caminhadas diárias, sinto uma mecha de cabelo a elevar-se, perante a razia assustadora de mais um fabuloso pombo parisiense.
    A quantidade de alfacinhas que se queixa porque está um gelo, em Lisboa!!! os meus bracinhos vão cair e já tive de amputar a ponta do nariz!!, quando aqui estão sempre menos dez graus do que aí! Toughen up, people!
  • Frustração do semestre

    Encontrei finalmente uma razão lógica e irrefutável para justificar o meu não-amor por criancinhas pequenas… francesas! Os pequenos cotos ambulantes de meio metro ainda tropeçam e caem, quando têm de pôr um pé à frente do outro várias vezes seguidas, mas já possuem um nível de francês considerável.
  • faux pas

    Hoje, tenho vergonha de existir.
    Hoje, tenho vergonha de dizer quem sou.
    Hoje, merecia ter ficado dez horas em frente à televisão a ver a Praça da Alegria com o volume no máximo!
    Hoje, reparei que me esqueci do aniversário do dear chiclete!! TRÊS ANOS a encher pixeis de conversa inútil e esqueci-me de celebrar a gloriosa data! OH THE PAIN, THE PAIN!!!

    Dear dear chiclete,
    Eu sei que tenho de olhar para a minha vida e valorizar as coisas verdadeiramente importantes. Não volta a acontecer. Juro.

  • baaah oui

    Na segunda-feira passada, um rapaz francês da minha aula deve ter achado que eu era francesa, porque me veio ladrar qualquer coisa ao ouvido. É claro que eu pus de imediato a minha cara de sobrolho franzido nº53 heim?! e disse num tom educado you’ll have to speak in english.
    2 meses e 4 dias e ainda não consigo perceber o francês dos menores de 30 anos.

  • Relatório

    O dear chiclete encontra-se estável e em recuperação lenta. Está ainda chocado pela quantidade de pessoas que não lhe ofereceram lugar no metro/comboio, perante a clara e inegável visão de uma pobre jovem com duas pernas vermelhas extra. Agradece, no entanto, à senhora da caixa do supermercado ATAC a gentileza de ter transportado o seu saco de compras e de lhe ter dado prioridade na fila.

  • Cuba-no-longer-libre

    Tropecei. Matei o meu pé. Fui ao hospital. Voltei. Mudei de quarto. Agora já não estou com o Sr. Cotão. Estou com duas novas amigas. A canadiana esquerda e a canadiana direita. São vermelhas e eu odeio-as. Estamos todas no piso 0. Não se deixem enganar, chama-se zero, mas entre a rua e o meu quarto existem 10 odiosos degraus. Há três dias que não saio de casa.

    Hoje à noite, pus a cabeça fora do quarto e espreitei para o corredor. É muito mais fancy que o meu corredor anterior (o do the shining).

    Recomendação para vida futura: saltar ao pé coxinho com um copo de água na mão não é boa ideia… a água cai (nota: isto foi uma descoberta pós-acidente).

  • Estão 4 graus

    Hoje saí de casa de manhã não muito cedo e estava frio. Estava tanto frio que, quando respirava, saía tanto fuminho branco que me vi forçada a ligar para Avalon e pedir à Morgane para me vir indicar o caminho.

    Estão 4 graus e ainda é Outubro. Coitadinhas das meninas que tiveram de guardar os biquinis e não podem ainda usar as botas de inverno. Apertão na bochechinha para elas.

  • A metáfora

    Ter aulas em francês é como estar presa eternamente num filme do Astérix.