Categoria: Sem categoria

  • Fui ao Louvre

    … e, no primeiro piso, pensei no que todos estavam a pensar: em que é que estará a Mona Lisa a pensar. A minha aposta: assholes. Com aquele sorrizinho e um monte de macacos especados a olhar para ela, só pode. É claro que os Rubens e os Vermeers não tinham ninguém à frente, mas já a parvalhona da Gioconda sem sobrancelhas tem um perímetro enorme de cordãozinho de veludo vermelho marcado, para que ninguém ouse respirar sobre ela.


    … e, no piso zero, pensei que todos os franceses devem achar que Jesus era anorético. Em portugal, ele pareceu-me sempre em boas condições físicas (fora a parte de estar… preso à cruz), mas, aqui, o coitado tem sempre as costelinhas à vista.

  • O cúmulo da boa educação

    Ontem, estava eu a atravessar uma estrada, quando, subitamente, olho para baixo e vejo que está um pombo a passar na passadeira ao mesmo tempo que eu. Sim, senhor, pensei eu. Três segundos depois, olho para a estrada uns metros mais à frente e vejo um outro pombo a atravessar a estrada na passadeira seguinte. Que caia aqui um raio se o que escrevi não é pura verdade!

    Pronto, isto para dizer que paris é tão bem, tão bem, que até os pombos passam na passadeira.

    (não caiu nada)

  • Queridos leitores,

    Sabiam que, no Verão, porque o aço dilata, a torre Eiffel cresce 15 cm?! (se não sabiam, agradeçam ao guia do american express – o meu primeiro amigo em erasmus)

    Vejam só o que a minha mãe me escreveu num email: bjs da murphy, que logo de manhã veio abrir a porta do teu quarto que estava encostada. I woof you too murphy!

  • Le cauchemar

    Estou a viver um verdadeiro pesadelo. Não sou capaz, por mais que me esforce, de distinguir o tirez/poussez (o puxar/empurrar francês, entenda-se). Por mais que tente, por mais que dê a volta ao miolo, vejo poussez e tumba, bora lá a puxar. Juntando esta bela cena (que ocorre umas quatro vezes por dia) ao facto de passar a vida a viajar de bolsinha de computador na mão da residência para a maison central e de volta da maison central para a residência (visto que não consigo ligar a net no quarto, o que ocorre ou porque sou uma naba ou porque tenho o windows vista (ainda há esperança para o meu cérebro!) – ainda não descobri qual das duas é a correcta) é provavelmente uma das razões que faz os franceses pensarem que os portugueses só são bons é para lavar casas de banho.
    Gostava também de realçar o facto de que, apesar de estar instalada num sítio cujo nome é Cité INTERNATIONAL, ainda só vi (pura verdade) franceses e chinocas (é possível que estes sejam oriundos de outra parte da Ásia).
    Ainda mais importante e digno de realce é o facto de os duches (partilhados pela gente invisível do meu andar) (outubro está quaaaaase a chegar, 17 dias para casa de banho privativa!) não terem luz. Ora, aquilo é um cubículo. Quando se fecha a porta, a luz fica lá fora. Não lá dentro. É claro que o que acontece é que eu tomo banho num hipernanoníssimo segundo – pois tenho de deixar uma fresta da porta aberta, para entrar luz e eu conseguir distinguir o chão das paredes – graças ao intenso pânico que sinto de cada vez que oiço passos no corredor.

    Por agora, nada mais, porque já me está a doer o rabo de estar sentada neste banco duro de madeira ao pé da biblioteca. Não tarda nada escurece e eu lá tenho de voltar sozinha na escuridão e de malinha de computador na mão para a residência (onde provavelmente serei recebida por um cheiro a douradinhos, quiçá caril).

    Até ao meu regresso.


    Nota: que sedenta que estás, amiga Caroca! Será o teu curso assim tão aborrecido/desinteressante/inútil? (ai, perdão, mas acho que nunca me hei-de cansar destas piadas). Vá, toma lá uma info só para ti: sabes como se chama cá o CSI????

    Les experts! Hahaha! Não é lindo?!

  • Farewell

    O dear chiclete vai entrar no seu necessitado período de férias. Voltamos em Setembro. Até lá consumam muito Christian, muito Harry e usem protector solar.

    Auf wiedersehen (estou obcecada com project runaway, como diz uma irmã minha)

  • feelings – in the morning

    Acordo. Dou graças a alguma divindade por o mito do funcionário público ser absolutamente verídico e eu apenas entrar às dez da manhã.
    Chego. Entro na arca frigoríca e, mais uma vez, como em todos os dias anteriores, faço planos para matar o inventor do ar condicionado (30 graus na rua e eu estou de casaco).
    Teclo. Acabo as minhas tarefas em 2 horas.
    Pedincho por novas tarefas. Dão-me tarefa de 5 minutos.
    Acabo tarefa. Desisto de pedir novas tarefas.
    Provavelmente, Chefe finge que acredita que, neste momento, estou a fazer alguma coisa importante que alguém me deu para fazer.
    Anseio pelo almoço.
    Vou fazer as tarefas da semana que vem e ler perez.

  • O meu pré-trabalho

    Não vou chamar ao meu estágio trabalho, porque se o meu verdadeiro trabalho for assim como este, acho que prefiro ir para a caixa do pingo doce. Lá, sempre tinha banda sonora (bip, bip, bip…) e podia realmente ver o dinheiro a chegar às minhas mãos (e a ir directamente para os bolsos do senhor Jerónimo). Assim, chamo-lhe o meu pré-trabalho. Este consiste em estar sentada numa secretáriazinha do ministério da economia durante 4 semanas. Uuuu ministério da economia! Parece fixe, não é?! Não, é somente uma profunda e verdadeiramente aborrecida chatice, longe de casa, requeridora de deslocações feitas através de transportes públicos e acompanhada de um ar condicionado gelado sempre a soprar sobre a minha cabeça. O único aspecto remotamente fixe do meu estágio é, como alguém me disse, eu parecer que estou nos livros do Harry Potter (por estar a trabalhar nO Ministério… pronto, para mim é fixe, but then again, i do love harry way too much…).
    Assim, apenas vos posso dizer que se aproximam 4 semanas recheadas de refilice, pois, tendo em conta a experiência profissional que tive há dois verões, pré-trabalhar dá-me mesmo cabo dos nervos.
    Ah, e se há algum ensinamento que eu, pequena rita, vos posso passar, é que NUNCA trabalhem. Nunca. Nunca. Nunca. Esqueçam aquela coisa toda do amor, casem pelo dinheiro. Vão para a porta da igreja pedir. Fiquem em casa até aos 70. Façam o que for preciso, mas nunca, absolutamente nunca, vão trabalhar (especialmente se não vos pagarem – sim, sim, eu sei, caí na mesma esparrela again – castello lopes 2!!).

  • Querido diário,

    Venho por este meio, dar-te uma notícia trágica. Hoje, portei-me mal. Portei-me mesmo muito mal. Hoje, vi metade do filme das spice girls, que estava a dar no canal Hollywood. É mau, eu sei. Lamento muito. Mas, espera. O pior ainda está para vir… Tive de interromper a sessão, para ir passear a dona murphy e… deixei o resto do filme a gravar [auto-slap mental].

    Prometo que não vou ver o resto da gravação e que não volto a fazer nada semelhante.

    xoxo

  • A propósito de nada

    – vi na tv um senhor com lipgloss – mas era um sr. gloss, mesmo daquele tipo super besuntas em que o cabelo está sempre a ficar lá colado.

    – vai começar, nos eua, o big brother 10. DEZ, é verdade. Há gente cujo objectivo de vida é, apenas e unicamente, conseguir ter um L tatuado na testa.

    – fui ver o Wanted e aviso já que o filme provoca um decréscimo de pelo menos 50 pontos no q.i. e perda da capacidade de construir frases de qualidade, pois, quando saí da sala de cinema, apenas era capaz de pronunciar as seguintes palavras epá, que fixe! é que é mesmo fixe! meeesmo fixe! é mesmo… fixe!!!

    – há uns dias, lembrei-me de que, quando era uma jovem frequentadora da 1ª ou 2ª classe, ao ler a placa de um café a que costumava ir, que dizia tabaco só ao balcão, pensava, cheia de angústia, mas por que raio é que o primeiro-ministro (cavaco, na altura) só pode ser atendido ao balcão?!