O ar está frio.
A televisão está podre.
A internet estagnou.
Vivam as férias.
Ponto de exclamação.

O título: Cortar ou não cortar, eis a questão
O conteúdo: Eis o momento. Eis o dia em que eu perco todo o meu respeito próprio. Hoje, 6 de Fevereiro de 2008.
Parece sério. Perder todo o meu respeito próprio…epá! o que será que eu ia fazer?? Comprar um cd da beyoncé? Cortar o cabelo à rapaz e usar brincos compridões? Ver o Rocky 49 ao cinema?
Damn, agora estou mesmo curiosa!
Estava eu na fila-para-pesar-a-fruta-e-amigos, com um pimento vermelho no saquinho, quando se gerou uma bonita discussão sobre o facto de se terem estabelecido duas filas distintas, uma para cada balança, apesar de haver uma placa pendurada acima das nossas cabeças com fila única escrito. A senhora à minha frente, cujo topo da cabeça me dava pelo queixo – felicidade! – estrebuchava e dizia já ontem foi a mesma coisa! isto não está bem! isto não está nada bem! Olhe [para a última senhora da fila ao lado], fila única [enquanto apontava para a placa]! O senhor atrás de mim, que passara rapidamente para a minha fila – escusado será dizer que a fila legal e correcta era a minha – só dizia eu não quero problemas! Já me chegam os problemas que tenho! É claro que, durante todo este tempo, eles olhavam para mim, numa tentativa de me englobar na conversa. Eu, muito rapidamente, olhava ora para o tecto, ora para o balcão das maçãs. É por isto que eu adoro viver na cidade. Não há obrigação em manter confraternizações alheias ou conversas de circunstância. Pheeww! A conversa, como era de esperar, caiu no habitual e bastante conhecido tema do forte amor que o português sente pelo seu país. É por isto que não vamos a lado nenhum! É por causa de gente assim que o país está como está! e por aí fora. Felizmente, o meu pimento foi pesado e eu pude escapar para uma secção um pouco mais fria e menos íntima – o corredor dos iogurtes. Escolhi algumas variedades muito rapidamente, mas não consegui escapar à fantástica oportunidade de assistir à mãe em fúria que gritava raivosa JOANA, escolhe os iogurtes que queres levar para a escola!!!, enquanto eu contava em silêncio três, dois, um, bofetada.
Tanta raiva… O supermercado devia ser um local calmo e feliz. O supermercado é o lar dos ovos kinder gigantes! Como é que não está toda a gente FELIZ?!
Marketing.
Voilá! Para quê tirar um curso superior, quando a única coisa que interessa é se se é esperto ou não?! Punham o pessoal a fazer sudokus a seguir aos exames nacionais e os primeiros a acabar iam directamente exercer medicina e economia, os últimos línguas e gestão.
Na católica, há Telepizza.
(este post tinha dois erros ortográficos e ninguém me avisou?!)
(vizinho) Então, Murphy! [faz-lhe uma festa] Ele nunca corre muito, pois não?
(eu) Ás vezes…
(vizinho) Mas nunca o ouvimos fazer barulho.
(eu)Pois…
Sim, é verdade, eu fiquei em último lugar no campeonato de conversas de elevador.
– Hoje passei pela Alameda da Universidade e pareceu-me ver um grupo de jovens a espancar brutalmente um miúdo. Depois, olhei com mais atenção e vi que estavam a jogar râguebi.
– A murphy rosnou-me ameaçadoramente, enquanto lutava por um pedaço de pão alheio. Ficámos chateadas.
– Estive a ver o Diário da Nossa Paixão (dvd grátis – até parecia mal não ver) e o meu amor pelo Ryan Gosling renasceu. Oh my! Christian ou Ryan? Ryan ou Christian?! A little help, please! Só um pode ocupar o primeiro lugar.
Pronto, foi um esforço extremo.
Tenho de ir descansar a massa cinzenta.
Felicidades.
Not a post.