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  • Ser-se pequeno

    Ser-se pequeno é um desafio.

    O desafio da prateleira mais alta

    Consequência #1: levar com um iogurte na cabeça (em minha casa, os iogurtes estão na prateleira mais alta do frigorífico), quando, em bicos de pés, me estico intensamente para lá chegar, apenas para não conseguir mais do que dedilhar a garrafa (o que a faz cair, rolar e atingir-me).
    Única conclusão possível: os iogurtes são maus para a saúde.

    Consequência #2: estar restrita a poder comprar apenas calças e t-shirts na pepe jeans, dado que as camisolas estão na prateleira mais alta, que, ao contrário da do meu frigorífico, é mesmo inalcançável.
    Única conclusão possível: o designer das lojas foi espancado por anões robustos, na sua mocidade.

    O desafio de usufruir do chapéu de chuva

    Consequência #1 (quando partilhado com uma pessoa não-pequena): a chuva cairá, a outra pessoa dominará o cabo do chapeú, colocá-lo-á 30 cm acima da nossa cabeça e o nosso cabelo encaracolará.
    Única conclusão possível: Deus não gosta de ver as pessoas pequenas com cabelo liso.

    Consequência #2 (quando fechado e transportado pela mão): um barulho horroroso soará (o cabo é feito para pessoas não-pequenas, pelo que nos é impossível transportá-lo sem raspar a ponta no chão – isto se não queremos cansar o bracinho pequeno (dado que para não raspar, é preciso flectir o braço)).
    Única conclusão possível: chapéus de chuva compridos são fruto da conspiração das pessoas que nascem com membros superiores assimétricos.

    O desafio de não poder andar nas montanhas russas durante a infância (e grande parte da adolescência)

    Consequência: aguardar encostada a uma parede da eurodisney, enquanto o resto da nossa família se diverte no Space Mountain; sofrer durante uma hora, enquanto se escutam os relatos do tipo uau! era tão escuro! nem sequer estava à espera do looping!; arquivar memória de tristeza e raiva.
    Única conclusão possível: necessidade de em todas as famílias haver um elemento de carácter obscuro e mal-disposto.

    Ser-se pequeno é viver-se no limite. Rock on, bros.

  • Momento Irresponsável do Mês

    Ontem, consegui uma proeza f-e-n-o-m-e-n-a-l. Não foi propositada. Para as pessoas responsáveis, deixo já um: acreditem, não sou parva a esse ponto. Mas a verdade é que aconteceu e eu fiquei espantada. Muito espantada. E feliz, estranhamente. E orgulhosa, também. Foi um verdadeiro feito. Irresponsável, é certo, mas invejável.

    Ontem, eu…

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    …………………………..

    …………………………..

    …………………………..

    … arranquei em terceira.

    O carro estava parado!!!

    Não é suposto acontecer, right? É mesmo um feito, não é? Sim? Sim? SIIIIM?!

    Eu não queria fazer aquilo, a sério que não. Só que olhei para o coiso das mudanças e ele parecia estar em primeira. E eu pensei então, man, não andas? E pronto, a algum custo, ele lá conseguiu. Só depois é que reparei e… oops! Não volta a acontecer. Juro. O meu carro está no topo da pirâmide dos meus bens materiais, logo a seguir aos livros do harry e à pasta que contém as minhas fichas informativas do final dos períodos escolares desde a 1ª classe (é verdade, já aos 6 anos, eu não tinha vida social).

  • virtual husband #3

    A busca continua! ou não fosse o sonho de qualquer avó que se preze ver a sua neta casada e em casa a cozinhar. Mas, como lamentadora de alto calibre, sinto-me na obrigação de dizer que isto está difícil. Muito difícil. A busca do homem perfeito continua a ser uma odisseia verdadeiramente árdua e a resposta continua a estar, so far, exclusivamente no mundo da televisão.

    Marido #3:

    What’s not to love?

    Doh!

    UPDATE:

    Pronto, já me simpsonizei. Pode ser que assim o Homer largue a Marge e olhe para mim.


    Agora não me macem com conversas sobre eu não publicar fotos da minha pessoa!

    PS: o meu cabelo é ligeiramente menos rebelde, mas a alternativa já era pouco parecida.

  • Questão

    Estou a viver um verdadeiro problema existencial. Assim de repente até fico com vergonha de o mencionar. Ok, aqui vai. Vocês também recebem emails semanais com propaganda do Viagra, ou sou só eu? Eu juro que nunca fui um homem de 60 anos. Juro.

  • 4 de Janeiro de 0002 dc

    As resoluções de ano novo foram algo que, desde muito cedo, causaram muita irritação ao dear chiclete. Ano novo, vida nova, roktxu. Toda a vida foi a mesma coisa com os cadernos, no princípio do ano lectivo. Ah, é desta que vou fazer letra bonita e passar todas as aulas direitinhas. Tanta ilusão… É um puro gastar de tempo, pensamento e tinta.
    Como tal, ou não fosse o dear chiclete um ser com a mania que é diferente, tomei a liberdade de elaborar uma lista de coisas que fiz no passado e que faço questão de repetir no novo ano.

    – ver family guy até me rebentarem os olhos

    – continuar a amar o Stewie acima de todas as coisas (abaixo da rainha murph, que-la-ro)

    – ir ao cinema ver o novo [e anual] Saw (uma saga que, ao que parece, é como a floribollas, veio para ficar)

    – entrar em modo diabético na loja de doces e realizar a ocasional visita à fnac, sem dinheiro na carteira

    – controlar a vontade imensa de agarrar numa metralhadora e matar a catarina furtado, que no seu Abana-te Comigo diz para a plateia coisas do seguinte género: e estão quentinhos? muito quentinhos? e querem mais?

    – relembrar alguns dos momentos especiais do final do harry e rezar todos as noites a oração o Snape é um fofo antes de ir para a cama

    Ano novo, vida na mesma. Oh yeah.

  • Felicidade

    O céu está azul?
    Não!

    O sol está quentinho?
    Não!

    Há paz e alegria no mundo?
    Who cares?!

    Ganhei o euromilhões?
    SIM!

    10 euros?
    SIM!

    OH! Felicidade! FELICIDADE!

    (tecnicamente, ganhei 9,97€ menos 2€, enfim, pormenores)

  • 3: mistérios da civilização humana – round 2

    – Se desejar Feliz Aniversário antes do dia exacto dá azar, porque é que desejar Feliz Natal antes do dia 25 de Dezembro não dá?

    – Onde está a 1ª circular?

    – Se o Pai Natal é assim tão porreiro, porque é que ele dá com um chicote nas renas?

  • A Agonia Escondida: Flora

    Estava eu a passear o meu querido cão, quando reparei numa carrinha estacionada. Era branca e tinha o nome de uma empresa de limpezas escrito de lado em letras grandes, Cravolimpa. Certamente, o dono desta empresa não frequentou a aula de marketing da grande Escola, mundialmente reconhecida desde há 40 anos pela excelência de ensino, corpo docente e atenção personalizada aos alunos (onde é que devo ir levantar o comprovativo do meu 18 a matemática, por favor?), pois se tivesse andado, teria com certeza pensado num nome muito mais sonante e, principalmente, numa mascote/coisa – como lhe queiram chamar – bastaaante mais atraente! Tomei a liberdade de procurar a imagem na net (parece que o sr. dono-da-empresa até frequentou as aulas de informática da católica, porque o site (que existe, sim) até tem musiquinha de fundo) e de a colocar aqui, para que todos possam ter pesadelos esta noite.


    É que mesmo sem vassoura, topava-se à légua que o cravo não ia ficar bem nas fotos. O cravo é feio e não é popular. O cravo é a flor que se senta sozinha no refeitório da escola e a quem as rosas e orquídeas fazem rasteiras, quando ele passa com o tabuleiro. O cravo não é feliz. O cravo não pode limpar bem, porque toda a gente sabe que um trabalhador satisfeito, produz mais e melhor. E o cravo não está satisfeito.

    Sr. dono-da-Cravolimpa, contrate alguém da católica (e a Micro? será que também me podiam subir para 17?) e leve o cravo ao psicólogo.

    Nota 1: se por acaso algum dos vossos pais for o dono da cravolimpa, desde já as minhas mais sinceras desculpas por não ter podido ofender a vossa empresa mais cedo, é que eu vejo muita televisão e sobra-me pouco tempo.

    Nota 2: se acham que o cravo está satisfeito, porque se está a rir na foto, então deixo-vos uma palavra especial: photoshop.

  • Nós por cá

    Nós por cá também temos imeeensa coisa para fazer. Hoje, por exemplo, passámos a tarde a fazer isto:


    Sentimos-nos tão John Nash (é claro que estávamos a cof*copiar da folha do professor*cof, mas, mesmo assim, são muitas letras gregas, pontos e traços)!