Etiqueta: No sopé da cadeia alimentar o ar é rarefeito sabe-se lá porquê

  • Provavelmente, na próxima semana, apanham-me de pinça e espelho de aumento em riste em plena Fontes Pereira de Melo

    Desabafo aqui (em segredo) sobre uma minha atitude sobejamente degradante que esteve quase ao nível de uma sucção sonora dos dentes da frente feita habitualmente por aquele tipo de senhora que enverga uma sombra suspeita sobre o lábio superior e que parece pronta para a qualquer momento nos gritar ao ouvido e viva Alfama!

    Não foi uma atitude assim tão alimentícia, é certo, mas teve o seu quê de ick: pintei uma unha no metro.

    Pesei durante umas boas três estações se seria melhor aparecer no emprego com uma unha apenas 2/3 coberta ou se seria mais fácil absorver os olhares reprovadores dos circulantes da linha vermelha, enquanto passava tremidamente o pincelinho rosa pindérico sobre a minha unha incompleta. Engoli em seco e pensei, que se lixe, no mínimo (como dizia o pai do Calvin) forma o carácter.

    Abdiquei, provavelmente, da companhia de alguns transeuntes em futuras viagens de metro, mas naquele dia teclei com orgulho e de unhas homogéneas.

  • Chunga ou xunga? Opto pela versão chique

    No sopé da cadeia alimentar socio-urbana está a miúda chungita que, sentada no metro de sobrolho franzido, estala a sua pastilha elástica sonoramente na boca e me lança olhares como quem diz vês? eu não fui para a faculdade, mas sei dar estalinhos com a pastilha e tu não.