Etiqueta: over-sharing

  • Estou a sofrer do síndrome o rabo não me cabe nas calças.

    Bem, ele até cabe, mas fica ali estrafegado género saco de cama enfiado a
    extremo custo dentro do seu saquinho protetor após 3 dias de festival de verão (por favor, não estejam já a visualizar o meu rabo em tamanho de autocarro. Aliás,
    de preferência não o visualizem de todo (tarefa difícil dado não ter ainda falado
    em mais nada para além da gigantez do meu rabo)). Mas, verdade verdadeira é que
    ele está efetivamente difícil de arrumar. Sinto-me solidária com o conjunto de
    mulheres que ouço, desde pequena, dizerem “tudo o que como a mais vai diretamente para o
    rabo” e ainda mais solidária com aquele outro conjunto que diz “eu cá engordo racionalmente:
    em todo o lado”.

    Louvados sejam os modelos de calças relaxed que populam as lojas este ano. Para além de sentir que ando
    à solta (men, you are not alone), gosto de pensar que é um sinal de que os
    estilistas estão a sorrir levemente do alto dos seus estiradores, enquanto rabiscam
    corpos esbeltos em trajes coloridos com a mão direita e seguram um cigarro
    fumegante com a esquerda, pensando para si mesmos, sim Rita, é OK estar gorda, podes relaxar.

  • Sincronias

    A minha cadela, quando vai à rua, demora tanto tempo a ir à casa de banho que eu própria fico com vontade de ir à casa de banho.
  • Vou lançar a teoria

    Ratatouille dá os piores arrotos de sempre. 
  • Vamos optar pelo título: Bleh

    Às vezes sou tão irritantemente queixosa, que já sinto vontade de me queixar sobre estar sempre a queixar-me.

    Pronto. Só para dizer, com menos peso na consciência, que estou a sofrer horrores por estar aqui no trabalho e quem me dera estar na cama a dormir.
  • O que é que isto diz de mim?

    Descobri que, quando trago cinto, vou menos vezes à casa de banho.

  • A criancice é algo que brota em mim, como a previsibilidade brota dos livros de Nicholas Sparks

    Hoje, sinto uma invulgar excitação envolta numa camada grossa de infantilidade graças a dois grandes motivos, que geram, cada um, sentimentos perfeitamente opostos:
    – estou a mexer num documento que diz na capa documento confidencial e sinto-me importante, sinto-me grande e poderosa do alto do meu metro e 58;
    – logo à tarde, vou ao ginásio medir a minha massa gorda e sinto-me minúscula, ridícula e temerosamente obesa na varanda dos meus fantásticos yeah-right!-como-se-eu-fosse-dizer-quilos.