Hoje, foi um dia assim, em que desempenhei o papel de pequena-dona-de-casa-vai-ao-supermercado-comprar-iogurtes-e-nestum. Tarefa esta, que, como terão a oportunidade de verificar, não é pingo doce, perdão, pêra doce. Tiro o chapéu às donas de casa.
Estava eu a começar a ser atendida (pedi dois sacos de plástico), a senhora da caixa deu-mos, perdão, vendeu-mos e começou a blipar as minhas compras. E de repente, sem qualquer aviso, a tragédia começou! Eu, a lutar para conseguir abrir o primeiro saco, e a senhora da caixa só a blip blip blip a 100 à hora. As compras acumulavam-se e eu ainda não tinha aberto o saco! O suor acumulava-se na minha testa em gotas nada sensuais e os meus dedos não obedeciam às ordens enviadas. Foi então que, já em profundo desespero, cedi e recorri à comum e reles técnica da lambidela do dedo. Senti-me feia e suja, não-merecedora das belas compras que então ensacava. O segundo saco foi mais fácil e as restantes compras, que já ocupavam toda a área disponível, lá foram arrumadas mais rapidamente. Mas a vergonha… oh a vergonha. Essa continuou comigo enquanto saía do estabelecimento e acompanhar-me-á para o resto da vida. A senhora da caixa não foi simpática, é verdade. Não foi prestável. Mas eu… eu dei a lambidela.
Update: afinal sou eu que estou no sopé da pirâmide da cadeia alimentar da sociedade.

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